segunda-feira, 17 de julho de 2023

Janelas

 Às vezes tão pálido
Silencioso e cortante
Quanto o cálice estraçalhado
Das lembranças de outra noite

Aquele amor
De fogo, de sal e água,
Sabia que não acabava
Por ser tão pouco
Ser quase nada
E tudo o que tinha
Pra saciar a fome...

E toda noite
Vi entrar em meus olhos
As suas janelas d'alma
Pra encher as minhas de água
E roubar as cortinas...

                                                                                                        Autora: Letícia de Sá

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