Mais um dia
Tarde, noite,
Agora ela volta
Com o olhar cansado
Já não pode esperar...
O tempo nunca espera
Para resolver os impasses
O tempo não perdoa, o que é ruim,
Vai piorar
Se a verdade dói
Ainda há de amargar a boca
Provocar falta de ar
O tempo, meu caro,
Ainda há de te matar
É certo...
Por essas e outras
Com tantos anos esperando a hora certa
Não tendo mais hora, escolheu, claro,
A hora menos adequada
Comeu a pizza, mordeu a azeitona,
E quando ia falar engasgou-se com a
verdade
(Ou quem sabe fora mesmo com a
azeitona)
E morreu
O tempo gosta mesmo é de mistérios e
dramas...
Autora: Letícia de Sá
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